“Continuação, estudos sobre Jesus ser um plágio”

Semelhanças d.C.

O termo “Semelhanças d.C.” (foi inventado por mim para ilustrar características dos deuses que foram evidenciadas em tempos pós Cristo). Ou seja, tais evidências só foram encontradas e datadas depois do nascimento de Jesus, evidenciando que houve uma espécie de “plágio” da parte dos deuses de características exclusivas de Jesus. Vejamos:

Batismo e ministério aos 30;
12 discípulos;
Crucificação;
3 dias enterrado;
Ressureição;
Os adjetivos como Filho de Deus, ou cordeiro de Deus;
Remissão de pecados.

Batismo e ministério aos trinta anos

Os críticos alegam que essa informação acerca de Jesus também corresponde a um plágio derivado da religião egípcia e que Horus também teria sido batizado e começado seu ministério aos 30 anos.

Hórus nasceu como deus e foi adorado como deus desde o seu nascimento. A data do surgimento deste deus é tão antiga que impossibilita o “batismo”, pois tal prática não existia na época (nada na história da arqueologia afirmou o batismo em data tão antiga).

Hórus não teve um ministério. Ele não precisava disso. Ele nasceu deus e era adorado como deus. Jesus era homem (mesmo sendo na essência Deus) e necessitava de um ministério para ensinar e pregar as boas novas. Ministério é o ato de se dispor para ser servo e ensinar os outros acerca de algo. Hórus nunca foi servo, sempre foi rei. Jesus lavou os pés de seus discípulos, veio para ser servo.

Reparem que todos os deuses de mistério, como Cristo, foram crucificados, foram enterrados e ressuscitaram ao 3º dia, tinham 12 discípulos, foram batizados aos 30 anos, etc.

Um fato que os críticos não expõem é que não foram encontradas até hoje evidências de que a mitologia desses deuses ensinava que eles tinham 12 discípulos, que eles foram crucificados, que realizavam milagres e que ressuscitaram 3 dias depois de morto e que foram batizados, etc. Nada na arqueologia provou algo em relação a isso datado antes do nascimento de Jesus.

Um exemplo é o deus Mitra. As informações que temos desse deus é que ele nasceu de uma virgem, perdoou pecados, morreu crucificado e ressuscitou 3 dias depois. Porém tais evidências só são encontradas com datas superiores há 300 anos d.C, ou seja, os desenhos (sempre desenhos) foram feitos pelo menos 300 anos depois da morte de Jesus. Os detalhes são tão parecidos que evidenciam o paganismo adotando detalhes do cristianismo. Isso seria muito comum em se tratando de uma religião politeísta onde seus deuses se associam com outros e vice-versa.

Porque todos os deuses tem detalhes tão iguais, sendo que a arqueologia não confirma tais detalhes atribuídos a esses deuses que datem de um período anterior ao cristianismo?

Crucificação

A crucificação não era mitologia. Morte por crucificação foi uma punição largamente utilizada por persas, gregos e romanos. Os críticos alegam que esta era uma mitologia e que Jesus não foi crucificado porque crucificação é mitologia, vinda da morte do sol alinhada ao cruzeiro do sul. Vejamos então esta informação:

Crucificação ou crucifixão era um método de execução tipicamente romano, primeiramente reservado a escravos. Crê-se que foi criado na Pérsia, sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos itálicos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo era olhado com profundo horror. O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. No azorrague os soldados fixavam os pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em consequência do açoite. O flagelo era cometido o réu estando preso a uma coluna.

No ato de crucificação a vítima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, amarrada ou presa a ela por pregos perfurantes nos punhos e pés. O peso das pernas sobrecarregava a musculatura abdominal que, cansada, tornava-se incapaz de manter a respiração, levando à morte por asfixia. Para abreviar a morte os torturadores às vezes fraturavam as pernas do condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação, acelerando o processo que levava à morte. Nos momentos que precedem a morte, falar ou gritar exigia um enorme esforço.

As palavras em grego e latim para “crucificação” se aplicam a diferentes formas agonizantes de execução, do empalamento em estacas, fixado em árvores, em postes, em patíbulos ou vigas transversas. Se em viga transversa, esta seria carregada pelo condenado sobre seus ombros até o local da execução. Um cruz inteira pesava mais de 130 Kg. A viga transversa podia pesar entre 35 e 60 Kg.

Fonte: Wikipédia

Seria um absurdo dizer que a crucificação é pura mitologia. Até a pouco tempo, a história da crucificação de Cristo utilizando pregos, era contestata por diversos estudiosos. Alguns críticos nos dizem que a crucificação está ligada com o cruzeiro do sul, e que isso é mitologia. Porém a arqueologia diz diferente.

Os críticos também alegam que o simbolo da Cruz é um mero plágio dos símbolos Zodiacais. Vejam a imagem abaixo:
Cruz Zodiacal. Os críticos alegam que a cruz cristã é plagio deste símbolo.

Alega-se que o símbolo cristão (cruz) é uma adaptação da cruz que aparece nesta imagem acima. Esse pensamento existe porque basea-se num tipo de cruz que é chamada “Cruz Celta”:
Adaptação da cruz celta pelo cristianismo, após a catequização dos povos celtas

A semelhança é encontrada mais precisamente no centro da imagem zodiacal, onde as divisões dos signos formam uma cruz e o sol, ao centro destas linhas. Na Cruz celta, os críticos dizem que é o sol (salvador – circunferência) no centro da cruz, assim como Cristo. Infelizmente eles não sabem ou ignoram a informação de que esta cruz nada tem a ver com o cristianismo (apesar de cristãos usarem-na atualmente). É um talismã que significa força e dedicação ao trabalho e foi feita semelhante a cruz zodiacal, com quatro pontas iguais e, os católicos, após a catequização dos celtas, aumentaram a linha de baixo, formando uma cruz como a de cima.

Já o significado real da cruz zodiacal é meramente “climático”. Os signos representam os meses, dividicos em 4 partes de três meses, ou seja, as estações. Vejam que a imagem mostra inclusive o planeta terra e os solstícios.

Estranhamente, este desenho deveria ser muito antigo, mas os desenhos do planeta e a sombra projetada pelo sol nele não se encaixam neste desenho, pois, para as culturas antigas, o planeta era reto, plano, e não esférico. Essa é uma evidência de que tal desenho não é tão antigo assim. Foi feito depois da descoberta de que a terra era redonda. Como poderia o cristianismo do século 1 copiar um símbolo que foi criado a poucos séculos atrás? (Em 1500 a crença no planeta plano era ainda muito forte).

A Descoberta

A crucificação é fato. Esse método de punição era largamente difundido em Roma. Vários corpos já foram encontrados com sinais de crucificação, porém nunca havia sido encontrado um com marcas de prego. Assim sendo, a crucificação de Cristo era falsa.

Então ocorreu uma revolucionária descoberta arqueológica em junho de 1968. Foram descobertos 4 túmulos em cavernas no local de Giv’at ha-Mivtar, ao norte de Jerusalém, perto do monte Scopus. Este grupo de túmulo escavados em pedra calcária (assim como o de Jesus) datam do período do 2º século antes de Cristo até 70 depois de Cristo. Ou seja, Inclui o ano 7 a.C (nascimento de Cristo) ao ano 26 d.C. (morte dEle). No total, foram encontrados ossos de 35 pessoas.

Em uma das urnas encontradas com os ossos, a umidade havia conservado melhor as ossadas, evidenciando marcas de morte por violência em 5 corpos: Por pancada de clava, por flecha e por crucificação. Os ossos foram examinados pelo Dr. N.Hass, do departamento de Anatomia da universidade hebraica e da faculdade de medicina de Hadassah.

No ossuário nº 4 (dos 15 encontrados) gravado com o nome Yohanan Ben Ha’galgal, foram encontrados os ossos de um homem adulto e de uma criança. Um grande prego de 20 cm tinha sido cravado no osso do calcanhar, e a duas pernas estavam fraturadas. Haas relata: “os ossos dos dois calcanhares foram transfixados por um grande prego de ferro. As tíbias tinham sido fraturadas intencionalmente. A morte foi causada por crucificação. (fraturas – exatamente igual aos ladrões junto a Cristo).

Esse é apenas um exemplo de que a crucificação é fato e não mitologia.

Agora o interessante: Os primeiros registros de crucificação foram encontrados em evidências persas, provenientes de pelo menos 1000 anos depois do surgimento do deus Mitra, adorado na pérsia. A crucificação só chegou no egito depois que este foi conquistado por Alexandre o Grande. Alexandre aprendeu com os persas o processo de crucificação e levou para todo o seu império. O surgimento do deus Horus é muito mais antigo que Alexandre. Então, como ele pode ser crucificado, sendo que os egípcios não sabiam o que era isso? Além do problema ignorado pelos críticos sobre a ausência de evidências arqueológicas anteriores ao cristianismo que diziam que tais deuses teriam morrido crucificados. Arqueologicamente falando, o primeiro relato documentado de um deus sendo morto por crucificação foi Jesus Cristo.

A mesma história se repete com outros deuses de mistérios. Isso tudo leva a pensar que, na verdade, tais detalhes destes deuses ou foram adotados do cristianismo, por não possuírem evidências anteriores a Jesus, ou foram forjadamente inseridos nas características destes deuses, justamente para desacreditar a fé cristã, assim como fazem cientistas evolucionistas para desacreditar a ciência criacionista (lei da biogenética de Haeckel por exemplo).

Outro fato é que tais deuses não deixaram nenhum registro completo de suas vidas. O que encontramos são apenas diversos desenhos, relevos, esculturas, etc, e que estes, são muito controversos. Já Jesus e sua vida foram relatados em detalhes como nunca vistos por um grupo de discípulos. Jesus deixou uma teologia extensa, porém simples, diferente de deuses de mistério que não deixaram praticamente nada, além de suas histórias mirabolantes. Vejam a história de Mitra, por exemplo.

Filho de Deus e outros adjetivos

Outro tipo de informação atribuída aos deuses de mistérios são os adjetivos largamente difundidos e ligados a Jesus Cristo, tais como:

Luz do mundo;
Salvador;
Filho de Deus;
Cordeiro de Deus;
Alfa e ômega;
Bom pastor;
A verdade;
Rei dos reis;

Luz do mundo – Este adjetivo é facilmente aplicado aos deuses, pois eles são associados ao sol, ou seja, a luz do mundo. Porém Jesus não deixa essa expressão como se ele trouxesse luz literalmente. Vejam:

Lucas 8:12 – Falando novamente ao povo, Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Jesus não está se referindo a luz do dia, ou luz de vida, que garante a sobrevivência na terra, mas sim da vida sem pecado, salvação.

Jesus também nos chama de Luz do Mundo. Um deus pagão jamais daria um título como este a um homem.

Salvador – Outro adjetivo facilmente atribuído ao sol. O sol salva a vida existente na terra. Porém para Jesus não é utilizado este termo semelhantemente aos deuses. Eles salvam a vida existente no planeta. Jesus diferentemente salva do pecado e da morte (espiritual). Traz salvação ao homem do seu pecado. Não tem nada a ver com salvar a vida existente da morte física.

Filho de Deus – adjetivo obviamente atribuído a qualquer divindade que fosse gerada por um deus. Jesus não é diferente. A diferença é que Jesus nos chamou assim também, já os deuses nunca atribuiriam tal “grandeza” a um homem.

Cordeiro de Deus, Alfa e ômega – Não existe nenhum registro nos mostrando que os deuses possuíam tais adjetivos. Podemos dizer que são exclusivos de Jesus, pois os únicos registros existentes destes adjetivos atribuídos a um deus é os de João nos seus livros. Cordeiro de deus é uma analogia ao cordeiro sacrificado num ritual judeu. O paganismo não sacrificava cordeiros em alusão a seus deuses, mas sim touros, por exemplo (mitraísmo). Sacrifícios de cordeiros eram quase que exclusivos dos judeus, e João utilizou o termo Cordeiro de Deus para Jesus sacrificado e imolado. Já o alfa e ômega é outro termo utilizado apenas por João e a informação de que Dionísio era o alfa e ômega não tem sustentação arqueológica afirmando tal. O que se especula é que existe a possibilidade, pois este título tem origem na Grécia, e João esteve cativo lá. Como ele escreveu seu evangelho aos gregos, pode ter usado o termo para exemplificar que Deus era o princípio e o fim. Apenas uma ilustração criada por João.

Bom pastor – Pastor do que? De ovelhas? Porque de homens eles não eram capazes. Tal adjetivo pode ser conferido a qualquer entidade que queira se mostrar benévola, caridosa, servil, amável, etc. Mas sabemos que os deuses de mistérios não eram assim. Eram deuses tiranos, corruptíveis (gregos), narcisistas, humilhadores e raras eram as vezes que tinham compaixão dos homens. Então, aplica-se esse adjetivo para “minimizar” as atitudes de tais deuses.

A Verdade – Tal título também pode ser visto como exclusivo de Jesus. Tal expressão vem do texto a seguir:

João 14:6 – Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.

O que ocorre aqui é um enxerto na descrição dos deuses, visando o descrédito de Jesus, assim, pega-se parte da mesma e aplica-se em um deus. Não existe nada, nenhum texto ou desenho que afirme que tais deuses se diziam ser “A Verdade”. Apenas escritos recentes sobre tais deuses dizem isso.

Rei dos reis – Tal descrição é comum em divindades. É um adjetivo facilmente aplicável à qualquer deus. A diferença é que Jesus reina sobre todos os reis do mundo. Já os deuses de mistérios sempre eram regionais. Não temos nada relatado acerca destes deuses que diz serem o Deus supremo sobre todos. Ao contrário, geralmente, tais divindades não eram as supremas, como por exemplo Zeus, o criador da terra e dos homens, era subordinado de Theos, o verdadeiro deus supremo, no qual a religião grega pouco enfatizava, por ser um deus incorruptível e que não praticava as barbáries que os deuses abaixo dele praticavam. Os gregos tinham tanto medo de Theos que procuraram pouco se aprofundar em seu conhecimento, e com o passar do tempo, este foi sendo esquecido, dando lugar ao tirano Zeus (céus) e Hades (inferno).
O termo teologia vem de Theos. Os evangelistas, ao descrever o Senhor Deus cristão, possivelmente utilizaram Theos para substituir o nome “Senhor Deus”, ilustrando que Deus (Theos) era o senhor soberano de toda a terra.

Esta hipótese é a base para o estudo do “Fator Melquisedeque”, que será explicado posteriormente.

A Remissão de Pecados

Outra fraude que é aplicada aos deuses é a “remissão” dos pecados. O termo pecado tem sua origem no povo hebreu. Talvez uma forma diferente de pecado era conhecida pelos outros povos, mas o termo pecado (desobediência às leis, conseqüentemente a morte espiritual) era conhecido apenas pelo povo semítico, posteriormente hebreu. O que ocorria em outras religiões era o erro de alguém que pedia perdão ao seu deus, mas não tinha consciência do que era o “pecado” (morte espiritual). Este ato foi registrado pela primeira vez em Genesis e não há registro mais antigo utilizando o termo “pecado”.

Entre outras palavras, os deuses não perdoavam ou redimiam pecados. Tal atitude era exclusiva de Deus (Jesus).

Refutando o plágio

A chave da questão é: Deuses de mistérios não possuem evidências anteriores a Jesus para que sejam afirmadas as informações acima a eles atribuídas. Sendo assim, até que se encontre algo, são os seus detalhes adotados do Cristianismo.

Anúncios