Não existe uma realidade absoluta comum a todos, pois, para tanto, seria necessário que a realidade se limitasse ao que aparenta ser e que houvesse um total distanciamento dos observadores, de tal forma que todos a percebessem de forma absolutamente idêntica, independentemente do ângulo de visão e de quem fosse o observador.

A realidade é relativa, depende do observador e do contexto. A forma como cada pessoa vê e sente o mundo é afetada pelo que ela é, pelo que ela deseja e pelo contexto e, consequentemente, qualquer alteração nesses tende a mudar a sua percepção da realidade. Com a evolução, a pessoa passa a perceber a realidade com maior clareza, mas ela nunca será total, pois a pessoa sempre terá necessidades e limitações físicas na percepção e será influenciada/limitada por elas. Em termos absolutos, cada homem é uma ilha, um eterno solitário, pois cada pessoa tem uma percepção individualizada da realidade e, portanto, vive uma realidade única, só dela. Quando uma pessoa faz parte do contexto de uma outra (e vice-versa), as realidades delas se entrecruzam e, enquanto houver este encontro de realidades distintas, uma pode facilitar ou dificultar a satisfação de necessidades pela outra.

Existe uma realidade absoluta, mas o que importa para o indivíduo é como ele a percebe, como ele pensa que ela é. É baseado nesta percepção relativa da realidade que ele norteia seus comportamentos, a sua existência. Toda e qualquer mudança na forma de pensar provoca uma mudança na percepção da realidade e no modo de existir. A arte de ser feliz consiste em aprender a se ver, a ver o próximo, a ver o mundo e a interagir com eles. É preciso conhecer para compreender; é preciso compreender para aceitar; é preciso aceitar para amar.

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