a voarPassado alguns minutos depois do jantar, recostado a grade da cama como que preocupado, buscando apenas algo para meditar, consigo voar plainando, basta abrir os braços e imaginar que estou a voar, o bom de tudo é que eu consigo passar pelo meio das árvores dos bosques em toda sua copa.
Ouço um cão a latir como se todos os demônios estivessem acordado, como afugentando aqueles que queriam fazer o mal a uma família encontrada, já sinto-me acima das núvens, o que posso sentir é apenas o vento tocar todo meu rosto e raios de sol a iluninar a minha mente como se eu corresse muito perigo pela altura que estou a voar.

A altura é tão grande que me encontro com outros seres que me propuseram a ajudar, caso eu precisasse, estou sem noção de direção, e pergunto para algum deles onde eu estava…. O que me dizem é apenas que estava no presente… Parecia querer brincar com a minha cara falando coisas assim,..
Ele então afirma que aquele lugar era o “presente”… Sai dali rapido para ignorar aquilo que haviam me dito, já não me lembro de onde vim, se estava a sonhar…

Agora estou em uma cancela que abria do lado contrário, eu não sei… Estou a falar apenas do que estou a vivenciar neste momento, sinto-me no chão para poder dialogar com alguém que não conheço para justificar a minha passagem, há aquio muita discussão, alguns grupos a cochichar, colocavam a mão a frente da boca como para que ninguém leia a leitura dos lábios, outros gritam tão alto que usam caixas de som muito alto o volume, como se quisesse que todos ouvisseem aquilo que estavam a falar, a gritaria é tão grande que minha mente entra em grande confusão.
Já um pouco mais calmo tenho que mostrar meus digitais para poder passar, já não me sinto a voar, mas a andar por entre matas, ruido sómente de pássaros e animais silvestres, cada um parece que tem território marcado…
“O vento sopra forte, uma confusão infernal toma conta daquilo que parecia tão cheio de paz”. Telepaticamente consegui saber o que se passa neste lugar, animais se escondem, correm, trepam em árvores, há uma grande revoada de pássaros.

Um demônio que já era esperado, volta com mais quatro, empunham algo como se fossem atacar ao simples mexer dos galhos de árvores, posso sentir o pânico que ali se faz, bichos correndo para todos os lados, todos os corações acelerados a procura de onde se resguardar
Uma árvore que parece adulta cochicha em meu ouvido que neste dia foi apenas para animais e pássaros, são demônios inferiores, mas nem todos, a maior parte tinha sua real consciência, muitos estavam em evolução permanente.

Fauna e flora

Tinham que se alimentarem daquilo que conseguiam abater, fazia parte de planos Universais, cadeia de alimentação…
Os piores hão de vir, diz-me ela… Estes não tem misericórdia de nada, motivos escusos os fazem cometer crimes maiores!  São capazes de comprometer flora, a fauna para satisfazerem seus egos, “a ganância é o combustível para chegarem a tamanha estupidez”… A consciência funciona apenas para o agora, mal imaginam que pouco mais a frente colherão frutos de sua insanidade, imaginam que o dinheiro, sómente ele, é o verdadeiro Deus.

Francisco Oliveira.

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